180 dias do governo Bolsonaro, a reforma da previdência e o recesso legislativo

Olá alunos do Portal Ricardo Alexandre, tudo certinho?

 

Pois é, já se foram mais de 180 dias do governo Bolsonaro e, quando eu olho para trás, vejo que vivemos muito mais que 4.320 horas nesse intervalo. Foi a Reforma da Previdência, o Pacote anticrime do Sérgio Moro, o Intercept, o Decreto das Armas. Muita coisa aconteceu e vem acontecendo ao longo desse período.

 

E, diante desse movimento todo aquecido no nosso país, a pergunta que não quer calar é: realmente, conseguimos andar para frente? Te adianto que a minha proposta aqui não é, nem de longe, te influenciar, mas te fazer refletir sobre todo esse período.

 

PIB crescendo 0,5% no primeiro trimestre do ano, embora com crescimento negativo frente ao último trimestre do ano passado, com perspectiva de estagnação até o fim do ano. Os dados não são animadores e o próprio governo sabe disso quando revisa para baixo o crescimento do Brasil – lembra que o Governo esperava que o país crescesse 2,5% nesse ano mas já vem revisando para baixo essa perspectiva. Agora, espera um crescimento de 0,81%.

 

Indo na mesma linha, o Relatório Focus já aponta pela 19ª queda consecutiva que as coisas pelo visto não devem melhorar enquanto a Reforma da previdência não sair. A perspectiva está começando a ficar preocupante já que o efeito da previsão já começou a influenciar o crescimento de 2020.

 

Do outro lado, as notícias do Intercept deixam o governo em uma saia cada vez mais justa e, de notícia em notícia, o governo tem que ficar ali apagando fogo e desfocando do essencial: precisamos, urgentemente, voltar a crescer. Somos 13 milhões de desempregados e 28,5 milhões de subutilizados, a pior marca desde o início de série histórica em 2012.

 


Conheça nossos planos de assinatura. Todos os conteúdos para o concurso em um só lugar


Mas, como economista, entendo que as coisas não são, assim, tão fáceis quanto eu estou apontando aqui. A explicação é simples. Para que nós possamos voltar a crescer, será preciso que o governo não apenas aprove a reforma da previdência – item essencial para que tenhamos um maior equilíbrio fiscal –, mas também melhore o ambiente de negócios para que as empresas possam, efetivamente, voltar a investir para que o país possa, em última instância, crescer. Digo empresas porque nós, consumidores, estamos bem apertados e endividados – é o que mostra a pesquisa realizada pela FGV e apresentada nessa última semana. Com o resto do mundo crescendo menos, não nos resta alternativa a não ser esperar que as empresas, em um ambiente econômico mais saudável, voltem a comprar máquinas e equipamentos para que, com o aquecimento da economia, os empregos sejam retomados e a arrecadação volte a crescer.

 

Os desafios são muitos e a agenda legislativa só volta agora em agosto, quando será votado, em segundo turno, a reforma da previdência. Até lá, vamos acompanhando e esperando que a melhora seja rápida e se inicie ainda no princípio de agosto. Afinal, precisamos de boas notícias, não é mesmo?

 

Vamos andando e esperando notícias melhores. Elas estão, certamente por vir. E, com essas notícias positivas, os concursos federais vão se juntar aos estaduais e municipais também. Nesse momento, você já estará pronto para fazer as provas?

 

Se não tiver, pode voltar a estudar

 

Um abraço imenso,

Prof. Amanda Aires – Professora de Economia e Coordenadora do Portal Ricardo Alexandre

Deixe um comentário

Faça parte do nosso Canal do Telegram!

Receba (antes de todo mundo) dicas, novidades, materiais gratuitos, podcasts, eventos e aulas especiais, ofertas exclusivas e conteúdo de qualidade sobre concursos públicos na área fiscal, controle e gestão.

blank

Holler Box